A arte da gratidão

A expressão “fazer o bem sem olhar a quem” tem uma beleza muito maior do que as palavras rimadas. A essência da relação entre as pessoas cabe nessa frase que poderia ser o verso de um poema divino.

Das pequenas gentilezas, como segurar a bolsa para alguém no ônibus até quebrar o galho para um colega na hora-extra da firma, todas fazem bem, principalmente, para o protagonista. É claro que nem sempre você quer ceder o seu lugar na fila do supermercado para a grávida aflita e quase sempre tem pavor quando uma senhorinha demora horas no caixa do banco. Relaxa! O mau humor dá um tom charmoso à vida da gente e nos mostra o quanto precisamos evoluir.

E a boa ação exige mesmo um “muito obrigado” e, se ele não vem, a beleza da boa ação cede lugar ao aborrecimento. A ingratidão é mesmo frustrante.

Mas, peraí, por que esperar algo em troca? Por que condicionar as suas atitudes às respostas do outro? Não tinha esse papo inicial de quem faz a ação ser o maior beneficiado? Pois é. Ao contrário do mau humor charmoso e tal, essa história de gratidão obrigatória não agrega valor nenhum ao camarote da vida.

Por um 2014 mais gentil.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s