Quando blog vira livro

Era fim de 2014, num domingo preguiçoso de dezembro. O dia insistia em passar com pressa. Estava entediada. Daí, sentei em frente ao computador e meus dedos pareciam ter vida própria. Aceleradamente, três contos nasceram. Eram três histórias de desconhecidas, mulheres com nome, memórias, saudades e razões para estarem ali, diante de mim.

Fiquei empolgada. Lembrei a senha de um blog antigo e publiquei.

Controverso nasceu sem chorar.

Na coincidência das minhas protagonistas, outras histórias surgiram. Vi, na companhia delas, a beleza de um cotidiano não muito distante, na fila do banco, no ônibus lotado, na espera do sinal de trânsito. Desde então, procuro enredos nos olhares calados, nas fotografias sem cor, nas esquinas das mesas de bar.

Assim, Controverso cresceu.

Com a mesma despretensão daquele domingo, juntei a maior parte das histórias e mandei para algumas editoras. Por e-mail mesmo, com um aperto de mão amistoso, sem carta de apresentação e maiores protocolos. Passei a acreditar em sorte de principiante no primeiro retorno positivo.

Controverso virou gente grande.

Acabava de entrar em um mercado totalmente desconhecido. Minhas mulheres estavam prestes a ganhar vida, papel e tinta, e eu, feito mãe irresponsável, não sabia nada do universo editorial.

Acho que não pesquisei muito por medo de criar expectativas. Confesso. No entanto, com a possibilidade real, passei a conhecer mais sobre as editoras que abrem as portas para que os autores de primeira viagem abram os bolsos.

Pois bem, lançar um livro, dependendo do caminho e do sim que receber, não é barato.

Decidi esperar outros retornos e, para minha surpresa, outros positivos pipocaram na minha caixa de e-mail. Vejam só, poderia escolher.

De uma editora que me cobraria muito pela publicação, para outra que não me cobraria nada, estavam as reclamações de muitos autores insatisfeitos no Reclame Aqui. Já com expectativas criadas (o que essas danadas comem que crescem rapidinho dentro da gente, hein?), vi que precisava de novas opções. Entre indicações de amigos, conheci a Crivo Editorial. Uma empresa que vem com a proposta de “editar a cidade”.

A experiência foi diferente desde o início. O editor realmente leu parte do meu livro. O interesse da Crivo veio pela obra e não pelos cifrões. Estava em casa e o Controverso estava em boas mãos.

De lá pra cá, estamos planejando a identidade visual, o lançamento, a divulgação. Será em novembro e eu mal posso esperar para sentir o cheiro de livro novo. O meu livro. ❤

Esse momento marca também uma mudança de casa. Se você acompanha o blog por aqui, precisa conhecer nossa casa nova. Os textos serão migrados pra lá aos poucos. 😉 

Para acompanhar tudo sobre o lançamento, cola lá no Facebook. 

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